Entrevista a Leidi Oh uma aniversariante04.28.08

Gipsi - Leidi, hoje fazes um ano de second life. Diz-me como foi a tua relação com a ARCI ao longo deste ano.
 
Leidi - Descobri a Arci por intermédio de um amigo, que de passagem por Belém conheceu o Rocky e a Nyne e os projectos desenvolvidos pela Associação. Estavamos entao em meados de Junho, já eu andava a deambular pela SL há um tempito, mas sinceramente, só comecei a sentir-me integrada a partir do momento em que comecei a assistir às aulas da Nyne e a conhecer o pessoal fantástico que por lá passou e continua a passar. De imediato me inscrevi no ”Aprendiz” e procurei inteirar-me dos projectos dinamizados in-world e out-world. 
Ao longo deste ano tenho mantido com a ARCI a maior proximidade que a minha RL me permite. A Arci tem sido uma espécie de “farol guia” sempre que me ausento por imperativos da RL, pois quando regresso é à Arci que me dirijo e é daí que eu parto para mais explorações in-world.
 
Gipsi -  O que mais te atrai no Second Life, uma vez que ficaste um ano?
Leidi - Fiquei um ano e não tenho intenção de abandonar tão cedo!!! 
Tenho uma RL preenchida e por vezes não me resta tempo para socializar tanto como seria desejável. A SL dá-me essa oportunidade. Ao longo deste ano tive o privilégio de conhecer pessoas fantásticas, de muitas nacionalidades, de muitas sensibilidades. São essas pessoas que me têm mantido a chama Second Life acesa.
Através da SL alarguei horizontes na RL, consegui olhar por diferentes perspectivas e olhares aquilo que nunca conseguiria fazer sem a minha Segunda Vida.
Percebi a infinita capacidade criativa do espirito humano, explorei limites, senti o carinho e a amizade de “avatares”, que não pertencendo ao mundo “real”, me deram força para lidar com questões RL, emocionei-me com as experiências e os limites que eu e outros ultrapassamos,  desenvolvendo na SL aquilo que seria impensável fazer na RL, por vezes mesmo impossível…
Se na RL acreditas que podes voar, mas te faltam as asas, na SL podes voar mesmo sem elas e muitas vezes transportar essa capacidade, ou parte dela, de volta para a RL - porque entretanto adquiriste confiança e novas competências que tornam a tua RL mais rica.
O Second Life pode ser todos os dias uma surpresa e é-o. A maior parte das vezes de forma positiva. E é isso que muito me atrai!
 
Gipsi - Que pensas da ARCI como instituição em si propria?
Leidi - Penso que a Arci, tanto como associação com projectos próprios na RL, como instituição que transporta esses projectos para a SL, alargando horizontes e dando oportunidades a quem nunca pensou te-los, tem uma intervenção cheia de mérito in-world e out-world.
À Arci se deve o nascimento de muitos “construtores” in-world e muita da criatividade que vemos espalhada por esse mundo surgiu porque a ARCI deu um “empurrão” e ensinou ao seu criador as ferramentas básicas.
Mas, mais que isso, a ARCI dá asas. Torna sonhos em realidade. Acolhe que está perdido e precisa de apoio - sejam estes crianças e jovens em risco ou excluidas socialmente, sejam pessoas com limitações físicas que com o seu apoio conseguem de algum modo superar o fardo pesado que a RL lhes impõe. Algumas dessas pessoas participam em projectos da ARCI na SL, outras beneficiam dos projectos que são desenvolvidos in-world e que interferem directamente na sua vida real.
A ARCI tem assim a simbiose perfeita entre a RL e a SL, numa dinâmica de constantes intercâmbios entre o que é ”Real” e do que é “Virtual”, sempre com o espírito de entre-ajuda presente.
Por esse motivo terão sempre o meu apoio.
 
Gipsi - Participas ou vais participar nalgum projecto da ARCI? Qual é? Porque?
Leidi - Estar presente nas aulas a tentar perceber o que fazer conta? E se estiver nas aulas preocupada em resolver um probleminha de “pixeis” e a vestir barris? …
Bem, não sei construir (não é por falta de esforço da professora… é trenguice mesmo), por isso aquilo que ponho ao serviço da ARCI são os meus conhecimentos RL e a forma como a ARCI pode usar algumas ferramentas RL para potenciar a sua intervenção. Para além disso têm meu apoio incondicional aos projectos que vao sendo desenvolvidos in-world.
Fui uma das inquilinas do Cantinho Alentejano e estou agora “contratada” como fotógrafa de serviço das obras em execução (já tirei umas dezenas de fotos), vamos fazer assim uma espécie de “antes e depois”. E, se entretanto aprender a fazer mais alguma coisa lá estarei para a fazer.

Gipsi - Obrigada Leidi pelo teu tempo, desejo-te mais anos no Second Life com muita alegria e amizade.

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O Aprendiz04.28.08

O Clube ARCI - O APrendiz é um grupo que nasceu ha um ano atrás, pela necessidade de reunir num mesmo espaço e tempo, um número vísivel de pessoas, para as ajudar a usar a plataforma.

Hoje com mais de 100 membros activos, O Aprendiz desenvolve apoio a várias comunidades e os membros mais antigos e com maior capacidades no manusear das ferramentas SL, ajudam em regime de Voluntariado, os novos membros que aparem na ILHA ESCOLA.

Situado na Ilha Utopia Portugal X, , estamos ao dispor de todos, para ajudar e recebemos aqueles que nos quiserem ajudar na construção desta escola…

Como tema base para o cenário da Ilha, está o Alentejo, pois a formadora fundadora do grupo Nyne Wolfe, é natural desta região.

Aqui deixo a todos aqueles que por lá passaram e aos que continuam activos no grupo, um muito obrigada e uma Bjoca Gorda!

Nyne Wolfe

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O que mais gosto do SL?10.17.07

Sou assim como que uma “comunico - dependente”, não sei sequer se a palavra existe, mas aplicasse a mim, pois uma das coisas que mais gosto de fazer na vida, é comunicar. O SL devolveu-me a emoção dos velhos tempos de IRC, mas com muitas mais vantagens. O aspecto gráfico é uma delas, pois em vez de ver apenas a consola e pequenas janelas cheias de texto, tenho um ambiente, criado por temas ou assuntos, mais agradável ou ate mesmo criado por mim, para receber os meus amigos. O SL, embora com um aspecto de jogo para computador, tem muito mais que um simples jogo online, pois aqui a comunicação é mais fácil e a barreira física, deixa de existir. Posso comunicar com pessoas de todo o mundo e partilhar experiências, quem na área profissional, como pessoal. Se nos meios de conversação mais comuns, foram criadas “salas” com os diferentes temas, para que as pessoas se pudessem reunir segundo aquilo que procuravam, aqui não é muito diferente. Os “terrenos”, que ao final de contas, são páginas web em formato 3D, estão compostas por conteúdos temáticos, de forma a atrair até si, as pessoas que procuram esses mesmos conteúdos, podendo ou não, estar divididas em vários temas. Estes temas variam entre locais de puro entretenimento, locais comerciais ou de educação/formação. Portugal, não tendo ainda numero de residentes significativos para preencher em pleno todos os locais existentes, criados por portugueses, já apresenta vários espaços, com bons conteúdos, que podem dar resposta as necessidades dos actuais residentes e dos poderão vir a entrar. Desde zonas exclusivamente comerciais, como de convívio, passando pela formação, poderá ao visitar o SL, encontrar tudo em português, até réplicas de localidades portuguesas, como o internacional já vem a fazer há algum tempo, com sucesso. No próximo post, damos dicas desses locais.
Bjocas Gordas
Nyne Wolfe

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